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O olfacto está mais adormecido. Passamos quase todo o dia sem nos apercebermos dos cheiros que nos rodeiam até que, de repente, sentimos o perfume da nossa cara-metade que nos evoca memórias agradáveis ou então quando a comida vem para a mesa e começamos a imaginar o prazer que aquele prato nos vai trazer. Estamos tão distraídos que nem nos apercebemos todas estas memórias nos são despertadas por influencia do olfacto. Assim, a nossa vida sem olfacto seria muito menos interessante, a comida menos saborosa e os dias menos agradáveis.
No entanto há quem não tenha este sentido ou tendo não funciona correctamente. Tente imaginar passar anos em que todo o dia sentimos o cheiro de alcatrão e tudo está influenciado por esse cheiro. Ou um mundo em que todas as flores cheiram como papel. De facto, muitas vezes não temos noção da sorte que temos 🙂
Mas nem tudo são más notícias, todos os dias descobrimos como o nosso sentido do olfacto encerra em si descobertas maravilhosas. Recentemente foi descoberto que células olfactivas do nosso nariz têm uma grande capacidade regenerativa, o que não acontece nas da espinal medula. Armado com este conhecimento, um neurocirurgião polaco transplantou células olfactivas para a medula de um paciente paraplégico. Hoje ele consegue andar com a ajuda de canadianas e pensa-se que em breve poderá caminhar sem auxílio. Um raio de esperança para milhões de pessoas.
Para saber mais sobre este assunto, recomendamos ouvir a seguinte reportagem do programa Discovery da BBC (em inglês):

– Podcast “The Science of Smell”: http://downloads.bbc.co.uk/podcasts/worldservice/discovery/discovery_20150209-2000a.mp3

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