Um laboratório da Universidade do Colorado (EUA) está a estudar a mecânica de fluídos de fragrâncias, criando imagens de aromas em movimento  .

São feitas experiências de “trace” injectando aromas em tanques de água, simulando o fluxo dos aromas no ar a uma velocidade mais lenta e de forma visível através do uso de lasers. Depois  os movimentos são analisados com câmaras e computadores.

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Este projecto designado por “cracking the olfactory code” é  patrocinado pelas instituições National Science Foundation e White House Brain Initiative, envolve cientistas de 7 universidades. Tem como missão descobrir como funciona o sistema de navegação mais antigo do mundo vivo (o olfacto) e ensinar robots a cheirar com o objetivo de detectar bombas, pessoas soterradas, etc, passando assim o risco para robots.

A investigação mostrou que ao inalar, a nuvem de aroma é esticada, criando espaços vazios de aroma no seu meio – fenómeno conhecido por intermitência (equivalente ao espaço preto nos negativos das fotos). Assim quando paramos num jardim para cheirar uma rosa, cada inalação que fazemos, cria espaços de vazio e altera o aroma que a pessoa a seguir sentirá.

Os cientistas descobriram que o padrão das intermitências não é aleatório. Estes padrões visuais permitem criar bases de dados de perfis de diferentes aromas/odores e são a base do modelo matemático que calcula como os odores se movimentam e cria modelos 3-D das plumas de odor. A ideia é criar realidades virtuais de aromas e medir as respostas de vários animais a este ambiente simulado, perceber como o olfato funciona a nível do cérebro e poder ensinar um robot a cheirar.

É uma investigação cientifica excitante para a equipa na medida em que não se sabe o que se vai descobrir sobre o sentido mais antigo mas ainda quase inexplorado e desconhecido.

Fonte: Nsikan Akpan, PBS Newshour (9-6-2016)

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